Greve fecha escolas e creches municipais pelo segundo dia no interior de SP; entenda
10/09/2026
(Foto: Reprodução) Greve de terceirizados da limpeza mantém escolas municipais fechadas em Araraquara
As creches e escolas municipais de Araraquara (SP) estão fechadas nesta quinta-feira (10) devido à greve dos trabalhadores terceirizados responsáveis pela limpeza das unidades.
A paralisação ocorre em meio a uma negociação entre a Prefeitura e a empresa Soluções, responsável pelo serviço, que cobra R$ 5 milhões em pagamentos atrasados.
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A greve começou na quarta-feira (9) e afeta todas as escolas e creches municipais da cidade. Segundo a Prefeitura, o município ofereceu para a empresa R$ 1 milhão, dividido em duas parcelas de R$ 500 mil. Até o momento, não houve acordo.
Em nota nesta quinta-feira (11), a Soluções informou que a negociação segue em andamento.
A Prefeitura deu 24 horas para a empresa responsável pela limpeza das escolas e creches responder à proposta de pagamento da dívida. Caso não haja acordo, o município pretende rescindir o contrato e contratar cooperativas emergencialmente para retomar o serviço na sexta-feira (11). (Veja abaixo)
Escolas e creches de Araraquara fecham após greve por falta de pagamento
Reprodução EPTV
Impasse
Segundo o secretário de Governo, Leandro Guidolin, caso a empresa não aceite a proposta, a Prefeitura deve acionar cooperativas para assumir emergencialmente o serviço por 60 a 90 dias, período previsto para a realização de uma nova licitação e contratação de outra empresa.
"A gente espera uma resposta, fizemos uma notificação oficial ontem por volta de oito horas, que a empresa tem 24 horas para responder. Caso ela não responda, nós vamos rescindir o contrato unilateralmente e vamos convocar cooperativas que nós já estamos em tratativa para que assumam o serviço de forma emergencial”, disse.
A expectativa é de que pelo menos 40 profissionais de cooperativas sejam destinados inicialmente à rede de ensino.
Ainda não foi definido, porém, quais escolas e creches poderão voltar a funcionar nem se a retomada será suficiente para reabrir toda a rede.
Negociação
A empresa cobra R$ 5 milhões em uma única parcela. Segundo o secretário de Governo, a Prefeitura não tem condições de fazer esse pagamento e propôs repassar R$ 500 mil imediatamente e outros R$ 500 mil ainda neste mês.
O município também se comprometeu a manter o pagamento integral do contrato até dezembro e iniciar, a partir de janeiro, a amortização da dívida.
“É óbvio que a prefeitura não tem esse dinheiro. Se nós tivéssemos, nós teríamos pago ele”, afirmou o secretário.
Unidade de saúde não foi afetada
A Unidade de Saúde do Melhado, que também conta com trabalhadores terceirizados de limpeza, não havia sido afetada pela paralisação até a manhã desta quinta-feira (10).
Segundo a Prefeitura, profissionais estão sendo deslocados entre as unidades para garantir a manutenção da limpeza enquanto o impasse não é solucionado.
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